Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Homenagem ao Campino "Zé Colorau"

   José de Abreu Júnior

 

Nasceu em Vale de Figueira no dia 24 de Maio de 1925.
Filho de José Abreu, pastor de ovelhas, e de Carolina Gualdina, camponesa.
Conheceu a esposa, Matilde Maria, na Quinta do Castilho e tiveram uma filha, Maria Carolina Abreu Rodrigues, que sempre que podia, acompanhava o pai na lida de toiros e cavalos.
 
O mais antigo campino de Vale de Figueira, mais conhecido por “Zé Colorau”, dedicou toda a sua vida à profissão de campino, que nem sempre foi fácil pela dureza do trabalho e das condições que a lezíria impunha. Amigo do seu amigo, sempre foi admirado e respeitado pelo seu carácter de homem simples, respeitador, simpático e de grande sabedoria tradicional de uma arte bastante antiga.
Em tempos de festa, como a Feira Nacional do Ribatejo, do Colete Encarnado e outras, “Zé Colorau” estava presente com alegria e espírito de camaradagem, que caracteriza os campinos. Altivo sobre o seu cavalo, com o pampilho na mão, vestido a rigor, de jaqueta e calção escuros, barrete verde, colete encarnado, meias brancas rendilhadas, sapatos castanhos com as respectivas esporas e ao peito, uma simples chapa metálica que exibe com orgulho o ferro da Casa Agrícola a quem dedica o amor do seu trabalho.
 
Trabalhou dos 13 aos 81 anos sempre na casa Infante da Câmara. Esteve 3 anos na Quinta de Alpompé, Casa Dr. Emílio Infante da Câmara, como cocheiro e depois foi para a Quinta do Castilho, Casa José Infante da Câmara, até se reformar como Maioral Real. Desde cedo começou a gostar de toiros, começando por tratar de cavalos, no desbastar, no controlo da procriação e da escrita da filiação, mais tarde começou a lidar com os toiros de lide, desde a selecção de bravura como no acompanhamento nas corridas de toiros entre Portugal, França e Espanha.
 
Em Julho de 2007, “Zé Colorau” aos 82 anos, foi homenageado pela Câmara Municipal de Santarém na Praça de Toiros em Santarém como figura do Ribatejo e do meio taurino.
 
Actualmente encontra-se no Centro de Dia de Vale de Figueira, na companhia de sua esposa, criando o mesmo ambiente de camaradagem com os restantes utentes e funcionárias.

 

publicado por JGaspar às 23:21

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1 comentário:
De Ana do Sérgio a 6 de Janeiro de 2009 às 14:03
Toda a gente tem a sua história de vida. Umas mais ternurentas que outras, outras mais penosas, mas são sempre vidas que vão decorrendo com o nascer do Sol e o acordar da Lua.
Escrever sobre as vidas de pessoas que valem as luzes do estrelato, ou por uma benfeitoria histórica ou mesmo simples aprendizagens, traduz a essência de um povo.

Realmente, só tu, para nos dares a conhecer parte das gentes da Tua querida aldeia.

Bem haja, continua que eu estou aqui para ler...:)
Beijos

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